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Valter Bitencourt Júnior
Desde: 11/03/2014      Publicadas: 71      Atualização: 08/12/2016

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 Literatura

  16/06/2014
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"O que venha a ser o poema (a obra) de Almandrade em nossa atualidade?"

Vamos um um pouco...


Acredito que a poesia de Almandrade (Antonio Luiz M. Andrade) atravessou o tempo, a poesia vanguardista, que por sua vez transforma-se em imagem; poesia completamente arquitetada com uma grande maestria.

Cabe a geração futura, (a geração de hoje também, porque não esta distante de ser analisado, e estudado os poemas de Almandrade, "a juventude", pequenos poetas tem de beber um pouco da poesia deste poeta, arquiteto, etc), a poesia busca o novo, vive a buscar o novo, porque a poesia transforma-se, e o poeta acompanha toda a transformação, e quem ler os poemas de Almandrade transforma-se, entra na geometria das palavras, viaja no tempo, por entre o compasso.

Ler as poesias de Almandrade é como voar em poemas de poetas como Mario de Andrade, mas numa forma bem ligeira, poemas curtos, que retrata o tempo, é como ler poemas de Leminsk, e buscar o sentido das palavras, e a significação de cada, é como ler poemas de Oswalde de Andrade, e viajar no tempo é como ler poemas de Thiago de Mello, é como ler poemas de Carlos Drummond de Andrade, dentre muitos outros poetas.

O que questiono e muito com relação aos poetas de nossa atualidade, escritores, etc, é lerem poemas de outros poetas, é acompanharem também a escrita de outros poetas, e principalmente os que estão vivos, não deixando de ler também "os que perambulam em nossa volta", e vivem sempre a ressuscitarem, sempre a serem homenageado, pelo "legado" que tem deixado.

Leio os poemas de Almandrade, não só os poema como a imagem, e a obra, e encontro na escrita exatamente a obra, todo o circulo, toda a forma, toda a espessura, e indico para aqueles que buscam escrever lapidar a palavra, até virar um diamante, uma joia rara, para os olhos daqueles que gostam de ler poesia, para aqueles que conhecem as palavras, o crítico tem que ler poemas de Almandrade, tem que ler a nossa geração, e toda a geração passada, para irem se reconhecendo na escrita, mesmo não escrevendo.

Um dos poemas de Almandrade que vem a chamar muito a minha atenção é este poema: "Precárias formas /escondidas no gelo / para evitar / o predomínio do tempo / sombras sem resposta / o pormenor da voz / pede permissão / para pertencer / à transparência." Que o poeta seja visto, que a escrita seja lida, que a poesia seja valorizada, com o longo do tempo, que sejamos prestigiadores da escrita, que sejamos poetas leitores, assim como escritor.

Almandrade também tem a sua importância em nossa literatura, e ainda vive vive tanto na escrita quanto em vida, assim como Ferreira Gullar e tantos outros poetas.

Por: Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor, membro da Academia de Letras Teófilo Otoni, membro da Confraria Artística da CAPPAZ, publicou na antologia: Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus, organizado por Valdeck de Jesus, publicou na antologia Eldorado, da Celeiro Editora, publicou na antologia Diferencial da favela, organizada por Sandro Sussuarana, faz parte do site: Movimiento Poetas Del Mundo, Lusos Poemas, Site de Poesia, Recanto das Letras, Associação Internacional de Escritores e Artistas, etc.


Esta foto marca a minha presença na 3ª Bienal da Bahia, no meu lado esquerdo encontra-se uma das obras de Almandrade. (Valter Bitencourt Júnior)



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